Brasil
Evento sobre segurança em saúde organizado pela Aesculap Academia destaca medidas e estudos voltados à prevenção no ambiente de saúde.
Com o objetivo de motivar discussões que englobem a segurança do paciente, dos profissionais e dos processos da área de saúde, o Safety Symposium, promovido pela Aesculap Academia, reuniu em maio, na capital paulista, aproximadamente 500 profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros, representantes de convênios e seguradoras e administradores hospitalares.. Um dos destaques do evento foi a apresentação do programa de higienização das mãos, criado há 15 anos pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
O tema foi apresentado pelo professor Didier Pittet, membro do Conselho Diretor da OMS e líder da Campanha "Aliança Mundial para a Segurança do Paciente". Segundo o professor Pittet, cerca de 1,4 milhão de pacientes no mundo ainda adquirem infecções hospitalares por falta de cuidados nos hospitais. “Depois das práticas adotadas a partir do programa que criamos, foi possível uma redução de 50% neste índice”, revela.
De acordo com dados registrados em 2010 pela OMS, mais de 13 mil hospitais em todo o mundo já aderiram ao Sistema de Higienização das Mãos, que faz parte da Campanha "Aliança Mundial para a Segurança do Paciente". De acordo com o professor Didier Pittet, "as medidas já foram adotadas em três milhões de leitos". A meta foi atingida devido a ações lançadas pela organização como, por exemplo, a campanha “Parede Falante”, que promove a implantação de lembretes sobre a importância da lavagem correta das mãos nas paredes dos hospitais, com o objetivo de conscientizar os profissionais de saúde.
Durante a palestra, o professor Pittet também destacou que a criação de diretrizes de segurança em saúde pode reduzir de 30 a 80% os custos de um hospital, evitando a ocorrência de eventos adversos e reduzindo em até 20% as taxas de mortalidade causadas por infecções hospitalares.
Para a especialista em Regulação e Vigilância Sanitária, da Unidade de Investigação e Prevenção das Infecções e dos Eventos Adversos da Anvisa, Heiko Santana, que também participou do Safety Symposium , “a participação do Brasil na Aliança Mundial para a Segurança do Paciente, instituída na declaração de compromisso firmada no Uruguai, em 2007, é fundamental para a conscientização das autoridades sanitárias, dos gestores de hospitais e dos profissionais de saúde sobre a importância da higienização das mãos como estratégia de redução de infecções relacionadas com a assistência à saúde”, explica.
Além de liderar a campanha de assistência limpa focada na prevenção, a Anvisa acaba de lançar a campanha "Cirurgia Segura Salva Vidas”, ambas alinhadas com as ações de prevenção e segurança assistencial da OMS. Para o também palestrante Dr. Meinrad Lugan, Ph.D em química orgânica e membro do Board da Eucomed (Associação Europeia de Fabricantes de Produtos Médicos), que integrou o módulo de Segurança dos Processos, há mais de três milhões de infecções e 50 mil mortes anuais atribuídas ao ambiente de saúde nos países europeus. Os custos diretos e indiretos estão estimados em 11 bilhões de euros por ano.
Com o apoio do Ministério da Saúde e da Anvisa, o evento foi organizado pela Aesculap Academia, Centro de Ensino e Treinamento da B. Braun.
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