Administração parcial do anestésico - agulha entre a dura-máter e o espaço subaracnoideo
Fig.2
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Agulhas Atraumáticas em Anestesia Espinhal
A anestesia espinhal é uma técnica amplamente consolidada e utilizada em milhões de procedimentos realizados em todo o mundo.
Apesar de sua ampla utilização, estima-se que entre 5% e 8% das tentativas de anestesia espinhal falhem 1, frequentemente demandando a conversão para anestesia geral, o que pode acarretar atrasos, desconforto ao paciente e maior risco de complicações, incluindo a cefaleia pós-punção dural (CPPD).
Anestesia Espinhal
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Diretrizes clínicas e revisões sistemáticas recomendam consistentemente o uso de agulhas atraumáticas de ponta tipo lápis como a opção preferencial para anestesia espinhal e punção lombar.³
A ponta atraumática de formato ogival da Pencan® afasta as fibras da dura-máter em vez de seccioná-las, reduzindo o extravasamento de líquido cefalorraquidiano (LCR) e o dano tecidual.⁴
Em comparação com os modelos tradicionais de ponta cortante, a Pencan® reduz significativamente o risco de cefaleia pós-punção dural, aumenta a segurança do paciente e contribui para melhores desfechos do procedimento.⁵
(Fig. 1) Imagens da linha superior: Agulha Spinocan® com bisel tipo Quincke e padrão característico do local de perfuração. Imagens da linha inferior: Agulha Pencan® com ponta tipo lápis e padrão característico do local de perfuração. Ilustração criada para fins educacionais e demonstrativos; não deve ser interpretada como uma representação fiel de condições clínicas reais.
Evidências clínicas indicam que o uso da Pencan® está associado a uma redução significativa da incidência de cefaleia pós-punção dural (CPPD), de 7,6% com agulhas Quincke convencionais para 2,3%. Além disso, a necessidade de realização de um tampão sanguíneo epidural (epidural blood patch) é substancialmente reduzida, diminuindo de 1,8% para apenas 0,5% com o uso da agulha Pencan®.
Está bem estabelecido que os desenhos de agulhas atraumáticas contribuem para a redução do risco de cefaleia pós-punção dural (CPPD). Apesar dos benefícios amplamente reconhecidos das agulhas atraumáticas, seus desenhos variam consideravelmente entre os fabricantes, especialmente em relação à geometria da ponta, ao comprimento do orifício lateral e ao posicionamento do olho da agulha.⁶ Essas diferenças podem influenciar o desempenho do dispositivo, a segurança do procedimento e a experiência de uso, devendo ser consideradas na escolha da agulha.⁷
Para administrar o anestésico de forma eficaz, a agulha espinhal deve atravessar diversas camadas anatômicas: pele, tecido subcutâneo, ligamentos e dura-máter. O sucesso do procedimento é confirmado pelo aparecimento de líquido cefalorraquidiano (LCR) no canhão da agulha. No entanto, o desenho da agulha influencia a confiabilidade e a segurança com que essa confirmação é obtida.
Pode ocorrer posicionamento parcial da agulha, situação em que o orifício lateral fica localizado entre o espaço subaracnoideo e o espaço epidural. Isso pode resultar na administração incompleta do fármaco e, consequentemente, aumentar a probabilidade de falha do bloqueio anestésico (Fig. 2). Orifícios menores apresentam, do ponto de vista geométrico, menor probabilidade de se abrirem simultaneamente para ambos os espaços.⁸
O posicionamento excessivamente profundo da agulha no espaço subaracnoideo pode aumentar o risco de contato com estruturas nervosas e a ocorrência de parestesia⁹(Fig. 3). Uma menor distância entre a ponta da agulha e a porção posterior do orifício lateral pode contribuir para minimizar a profundidade de inserção da ponta da agulha no espaço subaracnoideo. Isso também pode permitir um retorno mais rápido do líquido cefalorraquidiano (LCR), proporcionando maior controle durante o posicionamento da agulha.
Fig.2
Fig. 3
Desenvolvido para favorecer a administração intratecal completa do anestésico, reduzindo a probabilidade de anestesia parcial ou incompleta.
O posicionamento do orifício lateral foi desenvolvido para favorecer o retorno mais rápido do líquido cefalorraquidiano (LCR), auxiliando na correta e ágil colocação da agulha.
Oferece uma percepção tátil nítida da transposição da dura-máter ("dural pop"), ajudando a reduzir o contato com estruturas nervosas e promovendo uma perfuração dural mais precisa, associada a menor incidência de CPPD.
Devido ao espaço limitado da região subaracnoidea, o contato com a cauda equina deve ser evitado, particularmente em pacientes pediátricos. Uma curta distância entre o orifício lateral e a ponta da agulha requer menor profundidade de penetração no espaço subaracnoideo.
Recomendações da OMS
Cuidados intraparto para uma experiência positiva de parto - Recomendações da OMS: Cuidados intraparto para uma experiência positiva de parto
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Declaração da WFSA sobre Analgesia de Parto
Declaração sobre Analgesia de Parto da WFSA
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Diretrizes Práticas da ASA para Anestesia Obstétrica
Relatório Atualizado da Força-Tarefa da Sociedade Americana de Anestesiologistas sobre Anestesia Obstétrica e da Sociedade de Anestesia Obstétrica e Perinatologia
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Declaração da ASA sobre Analgesia ou Anestesia Neuroaxial em Obstetrícia
Declaração de Normas e Parâmetros de Prática sobre Anestesia Neuroaxial em Obstetrícia
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1. Kinsella, S.M. (2008). A prospective audit of regional anaesthesia failure in 5080 Caesarean sections. Anaesthesia, 63(8), 822–832. doi: 10.1111/j.1365-2044.2008.05499.x.
2. Batova, R., & Georgiev, S. (2019). Impact of spinal needle design and approach on postdural puncture headache and spinal anesthesia failure in obstetrics. Anaesthesiology Intensive Therapy, 51(2), 77–82. DOI: 10.5114/ait.2019.86166
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6. B. Braun Melsungen AG internal technical data report for Spinal needles (2025); as well as manufacturer’s information provided by Pajunk GmbH (2026).
7. Reina, M. A., López, A., De Andrés, J. A., Prats-Galino, A., & van Zundert, A. (2007). Variability in the design of spinal needles: Implications for clinical practice. Regional Anesthesia and Pain Medicine, 32(4), 346–353. https://doi.org/10.1016/j.rapm.2007.02.006
8. Rae, J. D., & Fettes, P. D. W. (2023). Mechanisms and management of failed spinal anesthesia. NYSORA – The New York School of Regional Anesthesia. Retrieved from https://www.nysora.com/topics/complications/mechanisms-management-failed-spinal-anesthesia/
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