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A cirurgia laparoscópica veio para aprimorar as rotinas nos centros cirúrgicos. Conheça as soluções da B. Braun dessa tecnologia e os benefícios para os pacientes e os centros médicos.
A cirurgia laparoscópica é um procedimento minimamente invasivo que veio para transformar a vida dos pacientes que necessitam de diagnóstico ou tratamentos nas regiões digestiva, urológica ou ginecológica.
Isso porque a técnica utiliza pequenas incisões por onde são introduzidos uma câmera e instrumentos cirúrgicos que, durante a cirurgia, podem:
Hoje, a laparoscopia é utilizada em diferentes especialidades e procedimentos, como colecistectomia laparoscópica, apendicectomia laparoscópica e histerectomia laparoscópica. Entenda o seu funcionamento, os benefícios e as boas práticas.
A cirurgia laparoscópica é uma técnica minimamente invasiva. Durante o procedimento são realizadas pequenas incisões (cortes) na região abdominal, onde são inseridos um pequeno tubo fino, o trocarte, bem como pinças (para pegar estruturas), tesouras e outros instrumentos cirúrgicos necessários.
Após as incisões, a cavidade abdominal é insuflada com dióxido de carbono, criando espaço para a movimentação dos instrumentos. Uma câmera transmite as imagens para um monitor, permitindo que o cirurgião conduza a operação sem visualizar diretamente o órgão por meio de uma abertura ampla.
Além de trazer benefícios como uma incisão menor e redução da agressão causada nas paredes abdominais, essa cirurgia é eficiente porque, segundo artigo do Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, a laparoscopia tem relação com um tempo menor de permanência dos pacientes no hospital.
Isso não quer dizer que toda cirurgia laparoscópica seja necessariamente mais rápida ou mais simples. Vale lembrar que o tempo cirúrgico depende do procedimento, da anatomia do paciente, da experiência da equipe e da tecnologia disponível.
Por ser uma técnica minimamente invasiva, suas vantagens, em comparação com as cirurgias abertas, são muitas, como incisões menores, menor agressão à parede abdominal, recuperação de 3 a 4 vezes mais rápida do que na cirurgia aberta, menos dor e cicatriz menor. Confira os detalhes a seguir:
Em análises feitas dentre várias cirurgias, o uso dessa técnica, de um modo geral, possibilita uma redução do tempo cirúrgico (a depender do procedimento e da complexidade).
Mas, para isso, é necessário que as equipes médicas tenham:
Para que, assim, o procedimento aconteça dentro do tempo esperado para as cirurgias que fazem uso dessa técnica.
Uma das vantagens mais estudadas da cirurgia minimamente invasiva é a redução de complicações no pós-operatórios em procedimentos específicos. No estudo publicado na Revista Tópicos, Avanços em cirurgia minimamente invasiva: Impactos na recuperação pós-operatória e na segurança do paciente, os pacientes submetidos à laparoscopia apresentaram menor dor e permanência hospitalar em comparação àqueles que foram submetidos à cirurgia aberta.
Os resultados, porém, variam conforme o procedimento. Afinal, a seleção do paciente, a indicação cirúrgica, a experiência da equipe e a infraestrutura disponível continuam sendo determinantes para o resultado final.
Apesar dos diversos benefícios já comprovados cientificamente, a laparoscopia ainda apresenta alguns desafios técnicos. Conheça abaixo alguns deles:
A percepção tátil é um dos desafios da cirurgia minimamente invasiva. Isso porque, embora os instrumentos laparoscópicos transmitam determinadas informações mecânicas ao cirurgião, a sensação não é equivalente à palpação direta com as mãos.
Pesquisas da Nature mostram que a percepção tátil continua sendo relevante para diferentes tarefas e paradigmas de feedback. Por isso, tecnologias de feedback de força e haptics vêm sendo estudadas para aprimorar treinamento laparoscópico e desempenho.
Uma das conclusões, também, é que os efeitos da falta de feedback são atenuados em profissionais com muita experiência, mas ainda são presentes. Por isso, o conhecimento do cirurgião em relação à experiência e conhecimento anatômico aprofundado fazem a diferença. Somado a isso, a qualidade dos instrumentais e a visualização adequada também são elementos fundamentais para compensar essas limitações.
A Society of American Gastrointestinal and Endoscopic Surgeons (SAGES) recomenda, para os casos de introdução cirúrgica de novas tecnologias e técnicas, que sejam realizados treinamentos específicos, independentemente da familiarização dos médicos com as novas tecnologias. Esses treinamentos podem envolver estudo teórico, simulação, modelos anatômicos ou cadavéricos, supervisão e treinamento da equipe.
Isso porque esses aprofundamentos da técnica permitem o desenvolvimento de habilidades como coordenação bimanual, dissecção, sutura intracorpórea e manipulação de instrumentos antes da aplicação dessas competências em pacientes.
Como qualquer cirurgia, a laparoscopia apresenta riscos. Entre as possíveis complicações estão sangramentos, lesões vasculares, lesões de órgãos adjacentes, infecções e complicações relacionadas aos acessos. Em determinadas situações, pode ser necessária a conversão para cirurgia aberta.
Entretanto, é possível reduzir esses riscos e garantir uma maior segurança laparoscópica por meio de uma indicação adequada, conhecimento anatômico, domínio técnico, equipamentos apropriados e capacidade da equipe para reconhecer e tratar complicações laparoscópicas.
As diretrizes da SAGES também destacam que as instituições devem considerar treinamento laparoscópico, experiência e capacidade de conversão para cirurgia aberta ao estabelecer critérios para realização de procedimentos laparoscópicos.
A cirurgia laparoscópica começa na sua preparação e orquestração, com a avaliação da equipe sobre o quadro do paciente, a indicação do procedimento, as condições clínicas, exames, riscos anestésicos e particularidades anatômicas.
Após a preparação, o paciente é levado à sala de cirurgia, onde é aplicada a anestesia. Em seguida, são realizadas pequenas incisões na região abdominal para a introdução dos trocartes cirúrgicos. O gás é utilizado para criar espaço na cavidade operatória, a câmera e os instrumentos são posicionados e o cirurgião inicia o procedimento.
A imagem captada pelo sistema de visão cirúrgica é transmitida ao monitor. O cirurgião utiliza pinças, tesouras, dispositivos de corte e coagulação, sistemas de irrigação e aspiração e outros instrumentais conforme a necessidade do procedimento. Ao final, os instrumentos são retirados, o gás é liberado e as pequenas incisões são fechadas.
A recuperação pós-operatória varia de acordo com o procedimento e as condições do paciente.
Para a realização dessa técnica é preciso:
Os instrumentais podem variar de acordo com a especialidade e o procedimento. Existem soluções destinadas à cirurgia geral, ginecológica, urológica, colorretal e outras áreas.
A escolha sempre considera características técnicas, desempenho, segurança, rastreabilidade e, no caso dos reutilizáveis, os protocolos de limpeza, inspeção, esterilização e manutenção.
A visualização é um dos elementos centrais da laparoscopia, por isso, é preciso contar com sistemas de visão cirúrgica de alta definição e tecnologias de imagem avançadas que oferecem maior detalhamento das estruturas anatômicas.
É o caso de soluções de visualização laparoscópica que incluem tecnologia 3D e fluorescência, que ampliam a percepção visual durante procedimentos minimamente invasivos.
A eficiência começa antes da cirurgia. Entre as medidas que podem contribuir para um procedimento mais organizado estão:
A padronização é especialmente importante quando novas tecnologias ou técnicas são incorporadas.
Embora ambas sejam modalidades de cirurgia minimamente invasiva, laparoscopia e cirurgia robótica não são sinônimos.
Na laparoscopia convencional, o cirurgião controla os instrumentos introduzidos no paciente e acompanha os movimentos por meio de uma tela. Na cirurgia robótica, por sua vez, os instrumentos são controlados por uma plataforma robótica, que funciona como uma interface entre o cirurgião e o campo operatório.
A cirurgia robótica pode oferecer recursos como articulação dos instrumentos e visualização tridimensional, a depender do sistema utilizado. Por outro lado, exige investimento elevado em plataforma, infraestrutura, manutenção e na capacitação específica da equipe para operar o sistema.
O que vai determinar qual técnica vai ser utilizada é a avaliação do cirurgião em relação às características do paciente, à experiência da equipe, à disponibilidade tecnológica e à análise do custo-benefício da instituição.
Não. A indicação depende do procedimento, das condições clínicas e anatômicas do paciente, da experiência do cirurgião e dos recursos disponíveis. Em determinadas situações, a cirurgia aberta pode ser mais segura ou adequada.
Não existe um prazo único. Procedimentos diferentes apresentam curvas diferentes, e a experiência prévia do cirurgião também influencia. A formação pode combinar treinamento laparoscópico teórico, simuladores, prática supervisionada e experiência progressiva.
O investimento inicial em equipamentos e instrumentais pode ser maior. Entretanto, a análise econômica deve considerar todo o ciclo de atendimento, incluindo tempo de internação, recuperação, complicações com a laparoscopia, utilização do centro cirúrgico e necessidade de recursos. Em alguns procedimentos, a menor permanência hospitalar pode contribuir para compensar parte desses custos.
Alguns são projetados para reutilização e outros são descartáveis. Para instrumentos reutilizáveis, o hospital deve seguir rigorosamente os protocolos de reprocessamento, inspeção, esterilização e manutenção definidos para cada produto.
A cirurgia laparoscópica exige integração entre conhecimento técnico, treinamento, organização do centro cirúrgico e tecnologia adequada. Para cirurgiões e instituições, contar com soluções desenvolvidas para diferentes etapas do procedimento pode contribuir para uma rotina mais segura, eficiente e previsível.
Conheça as soluções B. Braun para cirurgia minimamente invasiva
A B. Braun reúne soluções para visualização, instrumentação, corte, selagem e outras necessidades da cirurgia minimamente invasiva. A escolha dos dispositivos deve sempre considerar a indicação clínica, as características do procedimento e os protocolos da instituição.